A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul mobiliza, a partir de segunda-feira (26), a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A coleta será feita em parentes de primeiro grau da vítima.
Segundo a polícia, se possível, é recomendado que ao menos dois familiares façam a coleta. Coordenadoria-Geral de Perícia irá colher material genético nas 15 sedes de regional, sendo: Campo Grande, Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Corumá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Fora do período da campanha, as coletas terão continuidade no IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forense) a qualquer tempo.
A ordem de preferência é: genitores biológicos da pessoa desaparecida; filhos(as) biológicos(as) da pessoa desaparecida e o outro genitor desses filhos(as) e irmãos biológicos da pessoa desaparecida (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).
Na hora da coleta, a pessoa irá assinar um Termo de Consentimento para a realização da doação. É preciso levar um documento de identificação junto com as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento. Se possível, deve-se apresentar cópia do boletim de ocorrência.
Além disso, os familiares podem levar objetos que possam ter material genético da pessoa desaparecida, como objeto de uso único e pessoal, amostra de cordão umbilical; dente que se tenha guardado ou escova de dente.
A coleta pode ser feita a partir de células da mucosa oral por cotonete, que é passado no interior da bochecha. Também pode ser realizada a partir da coleta de uma gota de sangue do dedo da mão. Não é preciso estar em jejum.
Nos bancos são cadastrados continuamente DNA de pessoas de identidade desconhecida, vivas e mortas, e DNA de familiares de pessoas desaparecidas. Quando há coleta de amostras para exame de DNA dos familiares da pessoa desaparecida elas são processadas nos laboratórios de genética forense e os DNAs obtidos são então inseridos nos bancos locais e nacional de DNA.
Estes perfis são comparados continuamente com DNA de pessoas de identidade desconhecida, vivas ou mortas, visando sua identificação. Caso seja identificado um vínculo genético e confirmada a identificação, os peritos vão fazer um laudo, notificar o Delegado de Polícia responsável pela investigação e a instituição que forneceu o material genético da pessoa desaparecida (hospital, abrigo, IML, etc.). A família será informada da identificação pelo órgão competente.