SEXTA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO DE 2018
DATA: 10/08/2018 | FONTE: top midia news Acreditando em 'dinheiro abençoado', vítimas protegem golpistas em MS Presos por estelionato insistem em dizer que são donos de minas de ouro desativadas e vítimas acreditam nas mentiras fielmente

Pessoas que caíram no golpe construído a partir de um esquema fraudulento, em torno de 60 mil, cujos líderes, já presos, prometiam fortunas a interessados que investiam valores que iam de R$ 1 mil a R$ 5 milhões, ainda preferem acreditar na trama e rejeitam a proposta da Polícia Federal, a de denunciar o conluio. Muitas delas acham que o dinheiro é 'abençoado'.

O esquema foi descoberto em novembro do ano passado por meio da Ofir, operação da Polícia Federal. A base da trama funcionava na Company, empresa com sede em Campo Grande. Até agora, quatro pessoas estão presas, mas há pelos menos umas 200, que seriam corretoras da fraude e que seguem atraindo vítimas.

A quadrilha assegurava que o lucro milionário de quem investia, por exemplo, R$ 1 mil, viria de minas de ouro, explorada no exterior, já desativadas. Há pessoa, segundo a PF, que entregou R$ 1 mil aos golpistas e a ela garantiram lucro, em pouco tempo, de R$ 1 milhão.

Esquema continua

Guilherme Guimarães, delegado da PF que conduziu em novembro passado a operação Ofir, disse que há vítimas do esquema que passaram a agir pela trama, isto é, viraram estelionatários. Os chamados corretores da trama recebem uma espécie de comissão por cada “investidor” interessado na corrente fraudulenta.

 

“Aqui em MS identificamos ao menos 20 corretores agindo mesmo com os líderes do esquema presos desde novembro. Mas para investigarmos precisamos que a vítima denuncie. Mas elas insistem em acreditar que ainda vão receber o dinheiro, que não existe, nunca existiu”, argumentou o delegado.

Vítimas da fé

As vítimas, segundo o delegado, são pessoas com pouca instrução e até empresários que ocupam importantes funções no mercado financeiro.
Mas a grande parcela dos prejudicados frequenta igrejas evangélicas, segundo o delegado.

“Muitas das vítimas são de igreja evangélica que acreditam na lábia dos golpistas, que dizem a elas que o dinheiro é abençoado, que se trata de uma benção divina”, disse o policial.

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