TER«A-FEIRA, 14 DE AGOSTO DE 2018
DATA: 25/04/2018 | FONTE: Campo Grande News Brasileiros presos com cigarros na fronteira são expulsos do Paraguai Doze dos 28 detidos em dezembro em uma fazenda perto de MS foram entregues ontem à Polícia Federal em Foz do Iguaçu
Foto Divulgação

Doze brasileiros presos em dezembro de 2017 com uma gigantesca carga de cigarro fabricado no Paraguai e que seria contrabandeado para o Brasil foram deportados ontem (24) do país vizinho e entregues à Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR).

No total, 28 pessoas foram detidas em uma fazenda perto de Mato Grosso do Sul quando policiais paraguaios investigavam denúncia de que um grupo armado do PCC (Primeiro Comando da Capital) estaria escondido na propriedade se preparando para resgatar da prisão do narcotraficante Jarvis Gimenez Pavão.

Entretanto, quando chegaram ao local os agentes da Divisão de Investigação de Crimes da Polícia Nacional encontraram apenas caminhões lotados de cigarro paraguaio, boa parte oriundo das fábricas do atual presidente daquele país, Horacio Cartes.

De propriedade de Jarviz Pavão, a fazenda onde o grupo foi preso fica na Colônia Cerro Cora’i, a 7 km do centro de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS). Ligado ao PCC, Pavão foi deportado para o Brasil 20 dias após o suposto plano de resgate e está recolhido no Presídio Federal de Mossoró (RN).

Os brasileiros entregues à Polícia Federal são Gideoni Ribeiro, Kevin Willi Ribeiro, Marcos da Silva, Carlos Henrique Monteiro de Lima, Dirceu Ullman, Anderson Carlos Miranda, Gilmar de Souza Sobrinho, Thiago Tadeu, Adriano Miranda, Guilherme Monteiro de Lira, Vinicius dos Santos Requel e Nilson Torres.

Recolhidos há quatro meses no Departamento Judicial da Polícia Nacional no bairro Tacumbú, em Assunção, os brasileiros foram escoltados até o Departamento de Alto Paraná, onde fica Ciudad del Este, e entregues à PF. A expulsão deles, por estarem ilegais no Paraguai, tinha sido autorizada no dia 18 deste mês pelo juiz Humberto Otazú.

Segundo o jornal ABC Color, a maioria dos brasileiros expulsos possui laços com a facção criminosa PCC. O jornal paraguaio também acusa a polícia e a Promotoria de Justiça daquele país de se calarem sobre a carga apreendida, por ser das fábricas do presidente do país. Oficialmente o carregamento era legal, já que ainda estava em território paraguaio.

 

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