SEGUNDA FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2018
DATA: 13/04/2018 | FONTE: minha vida Alergia nas mãos: veja suas causas, sintomas e como tratar Esse tipo de reação é comum e nem sempre é realmente uma alergia

Quando um paciente apresenta alergia nas mãos, por se tratar de um segmento específico do corpo, o alergologista provavelmente pensará em uma alergia de contato, ou melhor, dermatite de contato.

Tipos de dermatite de contato nas mãos

A dermatite de contato é uma resposta inflamatória na pele resultante da exposição tópica a substancias externas que são estranhas ao organismo. O quadro pode ser irritativo ou alérgico. No caso de dermatite de contato irritativa, é provocada por uma exposição direta de uma substancia "irritante" na superfície da pele, provocando uma resposta inflamatória. Esse tipo representa 80% do total das dermatites de contato. A concentração do agente é maior, não precisa de sensibilização prévia para se manifestar (ao primeiro contato com o agente agressor, já acontece o sintoma), o mecanismo é não imunológico e o teste alérgico de contato (indicado para o diagnóstico da dermatite de contato) é negativo. Indivíduos atópicos apresentam maior prevalência dessa doença. Exemplo de alérgenos: detergentes, sabões, ácidos, graxas e solventes.

A dermatite de contato alérgica representa 20% dos casos das dermatites de contato. Nela a concentração do agente é menor, exige sensibilização prévia (o quadro clínico só se manifesta após uma segunda exposição), o mecanismo é imunológico, tipo IV com a participação de linfócitos T e o teste alérgico de contato é positivo. A predisposição atópica é baixa. Exemplo de alérgenos: cosméticos, metais, aditivos da borracha, látex, resina e medicamentos tópicos.

Sintomas das alergias nas mãos

O paciente com dermatite alérgica de contato pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Fase Aguda: coceira, vesículas, bolhas e vermelhidão
  • Fase Sub-aguda: coceira e vermelhidão menos intensas, sem vesículas
  • Fase Crônica: pouca coceira, com ruptura das vesículas, descamação e liquenificação, hiper ou hipo-pigmentação (nas últimas duas fases a pele pode ficar muito seca).

Diagnosticando uma alergia nas mãos

Quando o paciente chega ao consultório com lesão nas mãos é muito importante realizar uma história clínica interrogando os hábitos, hobbies e profissão do indivíduo. (a dermatite pode ser ocupacional). É importante saber se usou algum medicamento tópico nas mãos, cremes, hidratantes, luvas, anéis, pulseiras ou se trabalha com algum produto que possa causar alergia, como por exemplo o cimento.

As principais substancias que podem provocar dermatite alérgica de contato nas mãos são:

  • Luvas (látex)
  • Tintas (para pintores)
  • Vernizes
  • Cimento
  • Gasolina
  • Volante de automóvel
  • Materiais de borracha de academia
  • Objetos cromados e niquelados: como anéis, pulseiras e moedas
  • Tintas de jornais e canetas
  • Cosméticos, como hidratantes e protetores solar
  • Medicamentos tópicos
  • Pastas com alça de couro.

Os sabões e detergentes que provocam dermatite de contato estão mais relacionados com a forma irritativa. A dermatite de contato provocada por plantas, flores, legumes e verduras é irritativa.

Como tratar?

No momento em que o paciente vem em consulta com as lesões ativas agudas ou crônicas o primeiro passo é tratá-las, podendo utilizar anti-histamínicos orais, corticosteroides tópicos e se necessário os orais por um curto período, inibidores de calcioneurina (tópico) e hidratantes especiais para pele seca.

Fazendo o teste alérgico

Quando o paciente estiver estável, sem lesões ativas, é necessário realizar o teste alérgico de contato para tentar encontrar o agente causador da doença.

O teste de contato consiste em colocar substancias específicas em contato com a pele do paciente, provocando uma exposição do mesmo ao alérgeno, ou seja, funciona como um teste de provocação. É realizado em 3 etapas: Num primeiro momento quando são aplicadas no dorso do paciente as substancias em contensores (fitas adesivas em formato retangular com câmeras de papel, alumínio ou plástico sobre as quais são colocadas as substancias da bateria de testes).

Cada contensor contém 10 câmeras. Após 48 horas os contensores são removidos e é realizada a primeira leitura, após 96 horas do início do teste é realizada uma segunda leitura. A bateria do teste de contato padrão brasileira é composta por 30 substancias padronizadas. Existem baterias complementares que podem ser utilizadas mediante a necessidade do paciente (bateria de cosméticos, regional, etc). Quando o teste de contato for negativo, provavelmente a substancia envolvida é um irritante primário, quando for positivo indica dermatite alérgica de contato. O profissional alergologista é quem está capacitado para realizar e interpretar o teste.

Quando o agente causador da dermatite pode ser identificado, a chance da cura do processo é evidente, deve-se orientar afastamento ou troca da substancia no seu dia a dia. Se o contato continua persistente a dermatite passará a se tornar crônica e poderá prejudicar as atividades diárias do paciente.

 

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