SEXTA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2018
DATA: 07/04/2018 | FONTE: IG Instituto de Tecnologia em Fármacos vai produzir drogas usadas por transplantados
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai começar as produzir o tracolimo; medicamento que deve ser usado por toda a vida por pacientes que receberam rins e fígados transplantados. Segundo o Instituto, o primeiro lote de produção já foi finalizado. A droga era produzida por uma empresa da indústria privada nacional, a Libbs Farmacêutica, mas por meio de um acordo de transferência de tecnologia passou a ser produzida pela Farmanguinhos. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, atualmente cerca de 34 mil brasileiros fazem uso do medicamento, que é um imunossupressor, ou seja, reduz a atividade do sistema imunológico para que não haja rejeição dos órgãos após o transplante . Anualmente, são realizados mais de 6 mil novos transplantes de rins e mais de mil de fígado no Brasil. Isso significa que todas essas pessoas transplantadas deverão fazer uso do tacrolimo por toda a vida. Economia Mesmo antes de iniciar a produção em Farmanguinhos, a Fiocruz e a Libbs já haviam desenvolvido uma parceria de desenvolvimento produtivo do medicamento que gerou, em cinco anos, uma economia de R$ 980 milhões para os cofres públicos, por tornar a medicação mais acessível aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é de que a economia possa ser ainda maior com a continuidade da produção, após o credenciamento de Farmanguinhos na Anvisa como local de fabricação do remédio. Ainda de acordo com a Fiocruz, espera-se que outros medicamentos da mesma categoria terapêutica passem também a ser produzidos por Farmanguinhos. Um deles é o everolimo, utilizado em pacientes com câncer renal e que, assim como o tracolimo, consta na lista de medicamentos estratégicos do SUS. Estudo aponta uso de rins doentes para fazer transplante Com as filas de espera por um órgão cada vez maiores, ainda mais quando o que o paciente precisa é de um rim, pesquisadores britânicos realizaram um estudo para tentar otimizar esse procedimento. A ideia dos cientistas da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, era utilizar rins doentes com hepatite C, para serem implantados em quem precisa, para depois tratar o órgão. Apesar de ousada, a iniciativa deu certo nos 10 procedimentos que foram feitos como teste. Quem recebeu o rim doente, não desenvolveu nenhum problema, porque foi tratado com medicamentos modernos e eficazes contra a condição. Dessa forma, os médicos querem que os órgãos que seriam descartados passem a ser úteis novamente. No Brasil, em setembro do ano passado, mais de 26 mil pessoas aguardavam pelo órgão, conhecido como a principal peça do sistema excretor. Nos Estados Unidos, o número de pacientes esperando é ainda maior: 100 mil. Até então, a única maneira de transplantar um órgão com hepatite C era certificando-se de que o paciente que receberá a doação é positivo para o vírus da doença. Porém, com o surgimento de drogas potentes, o tratamento que antes era caro, difícil e demorado, agora é mais simples e tem chance de cura de 98% na maioria dos casos.
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