QUARTA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2018
DATA: 23/12/2017 | FONTE: Redação Ministro Carlos Marun vai votar reforma no lugar de Fábio Trad Puccinelli anunciou candidatura durante reunião do ministro com cúpula

Em sua primeira reunião no Estado após assumir cargo de ministro de governo, Carlos Marun (MDB) veio à Capital e disse que vai votar a Reforma da Previdência como deputado federal, no lugar de seu suplente Fábio Trad (PSD).

O ministro também participou do anúncio de candidatura própria da sigla. “Teremos grandes notícias em 2018”, declarou Marun ao se referir à decisão do ex-governador André Puccinelli (MDB) de se pré-candidatar para eleições de 2018.

A reunião do ministro com a cúpula do MDB aconteceu na manhã desta sexta-feria (22), na sede do diretório regional. Durante o encontro Marun também anunciou que vai focar na Reforma da Previdência e no problema que vem se estendendo há tempos do rio Taquari.

Após as declarações, o ministro deu a vez para o ex-governador anunciar sua pré-candidatura a Governo do Estado. “O nome do candidato é André Puccinelli”, declarou o postulante que estava relutante em se posicionar pelo partido. 

Todos os integrantes do MDB que estavam presentes no evento aplaudiram a decisão de Puccinelli e alguns se declararam aliviados. “Podemos passar um Natal melhor agora, depois de André assumir com determinação esse fato novo”, declarou o senador Waldemir Moka (MDB) que pretende se reeleger em 2018. 

Marun continuou seu discurso dizendo que a intenção da visita foi perguntar aos companheiros de partido qual seriam as ações que poderiam se dedicar daqui para frente. “Estou com Brasil na cabeça e o MS no coração. Tenho dois focos que é a Previdência e o rio Taquari, mas é claro que não vou deixar de me dedicar aos outros estados também”, adiantou. 

Ao ser indagado sobre reeleição em 2018, Marun disse que não pode assumir ministério “dessa relevância” com data para sair. “Estou a disposiçã do presidente (Michel Temer) para cumprir com ele o que for preciso", declarou.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Marun garantiu que as articulações para os votos a favor da reforma estão avançadas. “Temos a maioria dos votos e muitos que estavam indecisos têm me procurado para nos apoiar. Deixei de ter confiança de que a reforma será aprovada, agora eu tenho certeza, até porque ninguém me traz argumentos contrários a ela, quem traz é porque tem medo de perder privilégios ou é oposição ao governo. Tenho a convicção que temos a maioria dos votos da bancada federal”, disse Marun. 

O ministro já adiantou também que vai votar a Reforma da Previdência no lugar de seu suplente, deputado federal Fábio Trad, que assumiu o cargo na Câmara na última quarta-feira (20).

Fábio já tinha declarado que iria analisar a Reforma da Previdência e que seu voto seria independente do parlamento. "Vou seguir o que minha consciência mandar", afirmou anteriormente.

Outra ação que está na pauta do governo e que, de acordo com Marun, são necessárias, é a Reforma Tributária, “onde as empresas gastam mais pra saber quanto pagam de impostos do que pagam”, disse o ministro. 

CUNHA

Marun disse que não vai visitar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB) na prisão para não gerar críticas “hipócritas dos adversários”. “Agora que sou ministro de estado não posso, pois muitos confundem minhas atitudes com as ações do governo”, afirmou.  

O plenário da Câmara dos Deputados cassou o mandato de Cunha no dia 12 de setembro de 2016. Foram 450 votos a favor, 10 contrários e 9 abstenções, em virtude de quebra de decoro parlamentar, considerando que o ex-deputado teria mentido à CPI da Petrobras ao negar, durante depoimento em março de 2015, ser titular de contas bancárias no exterior.

Por conta da condenação, Cunha ficou inelegível por 8 anos a contar do final do mandato (que seria em 2018), sendo proibido de disputar cargos eletivos até o fim de 2026.

PREFEITO DE CAMPO GRANDE 

Depois da reunião com a cúpula do partido, Marun participou da agenda do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), onde recebeu elogios do líder do Executivo.

"Marun é canditado que sempre defendeu e sempre teve posição, sempre defendeu os amigos. Só tem lado direito e esquerdo, caminho da verdade ou mentira. Ele tem credibilidade porque sempre defendeu amigos, mesmo estes estando presos, enfermos ou fora dos holofotes. A trajetória política dele ninguém pode dizer porque ele sempre teve posicionamento", finalizou Marcos Trad.

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