QUINTA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO DE 2018
DATA: 04/12/2017 | FONTE: MídiaMax MS tem 35.071 pacientes aguardando cirurgia e espera chega a 5 anos Fila para cirurgia de varizes é a mais longa
Foto Divulgação

A fila de espera por uma cirurgia eletiva – não urgente – pelo SUS (Sistema Único de Saúde) reúne pelo menos 35.071 pacientes em Mato Grosso do Sul. Uma parcela está há cinco anos aguardando o procedimento, ainda sem previsão de quando serão atendidos, constatou levantamento Conselho Federal de Medicina.

O número surreal representa 1% de sua população, e coloca o Estado em 5º lugar no ranking nacional, atrás do Rio Grande do Sul (39 mil), Goiás (55 mil), São Paulo (143 mil) e Minas Gerais (434 mil). O procedimento com maior número de demandas represadas em Mato Grosso do Sul é a cirurgia de varizes: 4.787 pessoas estão na fila desde 2012.

Na relação de cidades, Campo Grande está em 6º lugar com 4.081 pessoas aguardando por cirurgia no sistema público. O acesso a cirurgia de vesícula é a principal espera. O estudo indica também que a demanda na Capital é oriunda, na maior parte, de moradores do interior do Estado.

Em todo o Brasil são 904 mil pessoas aguardando atendimento. As informações foram obtidas a partir de dados de 16 estados e 10 capitais referentes a cirurgias eletivas no Brasil até junho de 2017. Acredita-se que o número apresentado pelo levantamento seja subestimado, tendo em vista que nem todos os Estados apresentaram os dados.

A cada mil pacientes que aguardam uma cirurgia, cinco morrem por ano durante a espera. O paciente que aguarda sete anos na fila tem 18% mais chances de morrer do que o doente esperado imediato. É o que aponta a pesquisa, liderada pelo médico Ricardo Cohen, membro da Câmara Técnica sobre Cirurgia Bariátrica e Síndrome Metabólica do CFM e coordenador do Centro de Obesidade e Diabete do Hospital alemão Oswaldo Cruz, que avaliou a consequência da demora no acesso ao procedimento.

A situação surreal também foi constatada em 2015 após investigação da CGU (Controladoria Geral da União), que indicou até 8 anos de espera as consultas para neurologia, e outros dois anos para realizar uma cirurgia na especialidade.

À época, a CGU concluiu que a política de regulamentação do município era ineficiente, prejudicando até mesmo a oferta e uso de leitos. Conforme o relatório, tais fragilidades podem impedir que um paciente seja encaminhado a uma determinada unidade de saúde, mesmo existindo leitos disponíveis.

19/09/2018 Estudo mostra que tomar aspirina todo dia tem risco para pessoas mais velhas
SAUDE
18/09/2018 Em mutirão, 96 pacientes passam por cirurgias oftálmicas
SAUDE
18/09/2018 acompanhante de paciente filma quartos sujos e reclama de caos na Santa Casa
SAUDE
18/09/2018 Após 21 suspeitas de sarampo, Campanha de Vacinação é prorrogada mais uma vez na Capital
SAUDE
© JORNAL DO CONESUL | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS