TERA-FEIRA, 26 DE SETEMBRO DE 2017
DATA: 13/09/2017 | FONTE: MidiaMax Lula enfrenta Moro nesta quarta em reencontro sobre nova ação penal
Petista foi condenado a nove anos de prisão em primeira ação

Na mesma sala, mas enfrentando uma ação penal diferente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltará a ficar frente a frente com o juiz federal Sérgio Moro, no prédio da 13ª Vara Federal de Curitiba, nesta quarta-feira (13), mais de quatro meses depois do primeiro encontro entre os dois, no dia 10 de maio.

Embora se trate de ações penais distintas, ambos os depoimentos tem o tema do último encontro, em que Lula e Moro debateram sobre as acusações de que o petista seria dono de um triplex no Guarujá, em São Paulo, concedido por empreiteiras.

A ação penal terminou na condenação expedida por Moro de nove anos e seis meses de prisão a Lula. O petista recorreu da sentença na última segunda-feira (11), no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Caso a sentença seja confirmada pelos desembargadores do TRF4, Lula ficará impedido de concorrer às eleições do próximo ano, segundo as regras da Lei da Ficha Limpa. O petista tem sido líder nas intenções de voto, chegando a 30% das intenções na última pesquisa do Datafolha, de junho.

O que mudou?

Desde a sentença, Lula intensificou o discurso de que será candidato à presidência da República em 2018. “Quero dizer ao meu partido, e eu nunca tinha dito isso antes, que vou pleitear a Vaga como candidato à Presidência”, declarou o ex-presidente um dia após a sentença.

O petista afirma, em seus discursos, que a sentença é uma tentativa de tirá-lo da disputa ao pleito eleitoral em 2018. O ex-presidente iniciou uma caravana pelo Nordeste, que durou do fim de agosto ao início de setembro.

Ao mesmo tempo, o juiz Sergio Moro enfrentou contratempos ao ver seu amigo e padrinho de casamento, o advogado Carlos Zucolotto Jr., ser acusado de intermediar negociações entre a força-tarefa da Lava Jato e funcionários da Odebrecht.

Moro saiu em defesa do amigo, alertando que as acusações, originadas do advogado Rodrigo Tacla Duran, eram falsas e vinham de um “acusado foragido”. O juiz foi retratado como herói no filme “Polícia Federal - A Lei É para Todos”, que teve a melhor bilheteria de estreia entre os filmes brasileiros do ano.

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