SEXTA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO DE 2017
DATA: 28/08/2017 | FONTE: MidiaMax Morador de Mundo Novo fica 21 dias preso após teste falhar e indicar que herbicida é cocaína
Caso aconteceu no Paraná. (Foto: Divulgação)
Um morador de Mundo Novo, passou 21 dias preso no estado do Paraná depois que ser acusado injustamente por tráfico de drogas. A confusão aconteceu depois que ele foi parado em uma fiscalização na BR-163 e surpreendido com ‘papelotes’ de um herbicita, que o narcoteste da PRF apontou como sendo cocaína.
 
A história, que parece mais cena de novela, aconteceu no início deste mês em Quatro Pontes, no Paraná. No dia 3 de agosto, a vítima, um homem de 57 anos, saiu de Mato Grosso do Sul para buscar o filho no aeroporto de Cascavel, mas no caminho foi parado em um posto policial da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
 
O produtor rural conduzia uma caminhonete, que foi vistoriada pelos policiais. No banco de trás, eles encontraram três porções de um ‘pó branco’, semelhante a cocaína. O motorista explicou que na verdade o produto era um herbicita, usado por ele para acabar com ervas daninhas na casa do filho.
 
Um teste foi feito e apontou que o ‘pó desconhecido’ era na verdade cocaína. O homem foi preso, levado para a Delegacia Regional de Marechal Cândido Rondon e em seguida transferido para a cadeia pública da cidade. Só horas depois, quando o filho da vítima descobriu sobre a prisão, procurou o delegado responsável pelo caso para explicar a situação.
 
Segundo a imprensa local, a família reforçou que a substância era um herbicita e um novo teste foi pedido, desta vez a ‘cocaína’ apreendida foi enviada para o polícia cientifica do Paraná, e o resultado mostrou não se tratar de droga ilícita. Dois dias depois a justiça concedeu a liberdade ao empresário, que foi liberado no dia 24 de agosto.
 
 
Até que toda a história fosse resolvida, e sua inocência comprovada, o empresário permaneceu preso na cadeia pública, que tinha capacidade para 25 pessoas, mas abrigava 98 internos.
 
Em nota a PRF reconheceu o erro e afirmou que essa foi a primeira vez no estado do Paraná que o narcoteste falhou. A instituição explicou ainda que o procedimento tem caráter preliminar e que a identificação definitiva da substancia é feita pela perícia, depois que a ocorrência é encaminhada para a Polícia Civil.
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